25/09/2012

Correspondência Íntima - II

Aquele texto foi uma necessidade de processamento. Precisava de me distanciar do que te escrevi, mudar a perspetiva. Mas não podia escrever tudo literalmente, daí que o resultado tenha sido levemente diferente do que caiu na tua caixa de correio. A segunda parte foi um pouco mais egoísta, na verdade. Assim, ficou a dúvida: é sobre mim, não é? A pessoa existe, não existe? Exercício de escrita? O que é aquilo? É o que quiserem ler, embora esteja ficcionalmente descrito o que é.

Como vês, nem sempre os motivos que nos levam à escrita são puros e nobres. A cobardia também pode ser um bom desencadeador de ideias.

68 comentários:

  1. Pois pode. Umas das cobardias é não se conseguir encarar o outro :)

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    1. Conversar com um cobarde é como dar pérolas a porcos. Sinceramente, ando farta de ver fortunas serem espezinhadas por bestas.

      Sou das que dou sempre o peito às balas (odeio pontas soltas) e sou das que se lixam sempre, como os mexilhões.

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    2. Avé Maria cheia de graça, assim na terra como no céu, e que hoje esteja melhor tempo no centro do pais e nas raparigas simples, senão vou levar muita porrada. Amém.

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    3. Mas por que rezas tu tanto o Avé Maria? Eu nem sou católica, pá!

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    4. Pai nosso que está no céu não sei quê o pão que nos dais hoje

      Está melhor assim?

      Mas olha que a cena das freiras também está a dar.

      Nunca ouvi falar em cortar subsídios às freiras e têm sempre colocação
      :D

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    5. Melhorou, ainda assim a minha onda é outra. Sou demasiado insubmissa para andar de hábito. ;)

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    6. Tens o hábito de não ter hábito. E de qualquer modo acho que era só às vezes :)

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    7. O que não quer dizer que não seja fã de fardamentos esporádicos.

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    8. É uma questão de hábito.


      :D

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  2. É dos meus ouvidos, ou falta sempre aqui qualquer coisa?


    O que não falta são popups :) sabes disso, não sabes?

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    1. Falta? O quê?

      Já tinha notado isso quando clico no medidor de visitas, mas pensava já ter corrigido a situação. :/ Pelos vistos não e não faço ideia como resolver.

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    2. Se soubesse, não sentia a falta.

      Não faz mal, faz de conta que são balõezinhos.

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    3. Eu não os vejo.

      Deve faltar o contexto? :)

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    4. Cada um tem os balões que merece :)

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    5. O que me leva ao pensamento que os meus não param de aumentar. O que é uma chatice.

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    6. Os balões?!?!?

      O.O

      isto sou eu a tentar inventar um dessas coisas que significam coisas e que nunca sei o que significam

      e que se calhar não posso inventar porque se calhar já foi inventado

      ('"se calhar" 2 vezes na mesma frase fica mal, façam o favor de pintar de outra cor)

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    7. Vou agora pintar uma mesa de branco, quer ajudar?

      Sim, os balões, esses mesmos em que está a pensar. Aquilo era um comentário polissémico. ;)

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    8. Eu não sei o que estás a pensar que eu estou a pensar que tu está pensar que eu estou a pensar

      Claramente, isto é uma versão aldrabada do eu sei que tu sabes que eu sei, etc

      Branco? Pensa lá bem.

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    9. Tem mal em ser branco?

      Caraças, agora fiquei toda baralhada.

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    10. Quem disse que tinha mal? Malvados que só sabem falar mal.

      Mas branco, pensa bem. Há alternativas psico-caleidoscópicas.
      Assim tipo alternativas.

      Imagina que acordas e não vês bem onde está o chão. Pintas isso.

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    11. Pronto, confesso que sou mau. Isto só porque não está a chover.

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    12. Vá, conta para mim, ninguém nos lê, abusaste nos comprimidos para a constipação, não foi? Foi, não foi?

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    13. Conto pois. Saí do armário. Perdão, roupeiro.

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    14. Encontraste lá gatos? (ou saíste antes de seres apanhado? ;)

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    15. Queres que responda ao que perguntastes, ou ao que pensei que perguntastes, ou ao que pensastes que eu pensei que perguntastes

      Sei que é repetitivo. Mas tem a ver com uma coisa disseste num destes posts, a propósito dos egoísmos e das contradições e hesitações.

      Na verdade, isso é resultado de pensares demais.

      Isso só passa quando queimar o fusível desse pensamento. Então, vais ver tudo tão claramente, que até te vais admirar como podias andar tão envolvida em tantas contradições, sendo tão evidente como te vai parecer nessa altura.

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    16. Na verdade, as perguntas não tinham resposta certa ou errada. Apenas peguei no comentário que fiz ao teu post e depois fiz uma pergunta relacionada com a temática recorrente dos roupeiros.

      Por isso, responde ao que bem entenderes, até porque eu nem estava a pensar em nada específico, tendo em conta que tenho as mãos cobertas de tinta e a mesma a secar, se não teclar rápido.

      Mas se me explicares melhor os dois últimos parágrafos do teu comentário, eu fico mais esclarecida.

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    17. "Mas depois fico a pensar se não é egoísmo a mais e se não deveria preservar esses textos exatmente para não esquecer essa determinada fase da minha vida.
      E voltamos ao isto ou aquilo... :/" <---- isto (e outras) é o resultado de pensares demais

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    18. Pois penso, nunca desligo. Melhor, desligo, mas é preciso estar muito, mas mesmo muito desconcentrada no que estou a fazer.

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    19. Resultado do muito pensar é que se acaba por se pensar quase tudo, mesmo o contraditório. E depois já não se sabe o que pensar, se sim ou sopas. Faz parte. Antes assim.

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    20. Essa é a história da minha vida.

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    21. Não, a história da tua vida é a parede que tens que pintar :) Ide.

      Olha podias pintar lá uns hieróglifos a descrever a coisa. Daqui a uns milhões de anos faziam uma foz côa aí em casa.

      E o Manel de Oliveira ainda ia ter tempo para ir fazer um filme sobre a descoberta :D

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  3. Qual é o sentimento, normalmente menos feliz, que não é um desencadeador de ideias?

    Gosto tanto da tua escrita... (suspiro).

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    1. Não são?
      Aff, para mim são como uma torneira :)

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    2. São, são! Eu li mal a tua frase. :/

      Pois são, abre torneirinhas que nem te digo. :)

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    3. Bem me parecia :P

      Oh oh... e depois fechá-las?
      É o cabo dos trabalhos.
      :)

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    4. Pede-se a ajuda a um canalizador competente. ;)

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    5. Ahahah, desculpa!
      Tenho de ir purificar esta mente :P

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Avé Maria cheia de graça, assim na terra como céu, e que o caminho da terra para o céu seja de elevador com paragem entre todos os andares
      :)

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    2. ahahahahahaahah

      Ai! Agora quem vai lavar o pensamento sou eu!!! Sai, pensamento impuro, sai!

      (o ar é que era coisa para me faltar ;)

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  5. Vai devagar, que isto de encontrar o sitio certo tem o que se lhe diga, e estamos a falar da lista de comentários :D

    O ar não era para ti, e na verdade era um trocadilho foleiro. Já fui corrido de blogues por trocadilhos menos foleiros que esse :)

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    1. Já tinhamos falado sobre isso, aqui não se corre com ninguém. ;)

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    2. Mas cheguei à conclusão que sou o único a crucificar. No outro dia prometeste e depois nicles. No fundo, no fundo és católica devota.

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    3. O que tu queres é encher-me o blogue de cruzes. Embora eu me martirize alla grande, este espaço não é o Calvário, meu caro.

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    4. Melhor que cruzes, são as fustigações, adoro.
      Uma fustigaçãozinha pela manhã.

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    5. Com muita pena minha, sou chamado a outros afazeres...

      Ps. Hás-de experimentar uma pequena fustigação logo pela manhã.
      Vais ver o dia muito mais santo :)

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  6. coisa com m, acho que me enganei outra vez no sitio. Será que isto explica muita coisa na minha vida? :D

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    1. Esse comentário não era para o outro lado? Suspeito...

      Pelos vistos, deve explicar mesmo. :D

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    2. Eu é que sei? Achas mesmo? Acertar no teclado, já não é mau.

      Por outro lado tem a vantagem do inesperado, nunca se sabe onde vai ser a seguir :D

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    3. ahahahahah
      Juro que os meus dias são mais divertidos desde que tagarelo contigo!

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    4. Tagarelar também me parece muito bem e faz-me falta. Apesar de não abonar muito em favor da pessoa que inventou a palavra. Já olhaste bem para ela "Tagarelar", até se enrodilha um bocado a língua :)

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    5. É, deve ser isso mesmo. Tagarelar é semelhante ao falar dos embriagados: falam muito, sem nexo, riem mais e no fim ninguém percebeu nada.

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    6. Diz o embriagado para outro embriagado, sobre os sóbrios: Falam muito, sem nexo, riem mais e no fim ninguém percebeu nada.

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    7. A embriaguez sem vinho será sinónimo de sobriedade?

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    8. Nope.

      'Se alguma vez, nos salões de um palacio, sobre a erva de uma vala ou na solidão morna do vosso quarto, acordardes de uma embriaguez evanescente ou desaparecida, perguntai ao vento, a vaga, ao passaro, ao relogio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai-lhes que horas são; e o vento a vaga, a estrela, o passaro, o relogio, vos responderão: São horas de vos embriagardes! Para não serdes escravos martirizados do tempo, embriagai-vos; embriagai-vos sem cessar! Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa escolha. Mas embriagai-vos! Deslumbrai-vos!'

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Uma dúvida, tens facilidade para encontrares O SITIO?

      Neste momento já tenho que recorrer à ajuda do search e find, senão acho que ia ficar tonto de andar para cima e para baixo.

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    2. EU corro a janela toda, a ver se dou com ele. Até agora, acho que tenho acertado.

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    3. Olha que O Sitio não é fácil de alcançar e ainda mais de encontrar.

      Não me perguntes que raio é O Sitio que também não sei. Só sei que não é um sitio qualquer, é O Sitio.

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    4. Há várias teorias sobre o facto, há até quem jure achá-lo sempre à primeira. Eu cá aposto na tentativa e erro. Afinal, o que se quer é trabalho de equipa.

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  9. O que é importante mesmo é procurar e nunca esquecer O Sítio.

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  10. E relembrar que o que Baudelaire sabia, nós sabemos :)

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