21/09/2012

Hoje é sexta, mas há patifarias

Desde o dia em que esbarrei no blogue do Patife, onde há patifarias às segundas e quintas, que lhe digo (das vezes que não disse, pensei) "Patife, publica uma antologia com os teus poemas." Ora, como a coisa tarda, decidi pôr mãos à obra e criar uma antologia em linha da poesia patifória, ou pachecal, como quiserem.

A dita começa com um elogio que lhe fiz (o senhor não ligou nenhuma, mas eu perdoo-lhe só porque posso, só porque sou magnânima), seguem-se todas as paródias poéticas até hoje escritas por tão ilustre esgrimidor das letras, com as respetivas hiperligações, para que possam ler a entrada original (se ele me pagar bem, eu continuo a acrescentar a lista).


Manifesto Pró-Patife


Ei-lo Pum Ei-lo!
Uma geração que consente deixar-se representar por um Patife é uma geração que sempre o será! É uma alcova de mulheres, de excitadas e de disponíveis! É uma resma de boas e de poderosas e só pode resultar em grandes coitos.
Acima o Patife!
Viva o Patife, viva! Pim!
Uma geração com um Patife a cavalo é uma geração consolada!
Uma geração com um Patife à proa é uma coletânea de ais e uis!
O Patife é um herói!
O Patife saberá grammática, saberá syntaxe, saberá medicina, saberá fazer ceias p’ra meninas, saberá tudo e até foder que é a única coisa que ele faz!
O Patife pesca tanto de poesia que até faz sonetos com as ligas da duquezas!
O Patife é um habilidoso!
O Patife sabe escrever!
O Patife é patife!
Viva o Patife, viva! Pim!


Do Patife

Descalça vem à minha fonte
Leonor pela verga dura;
Vem formosa e sem secura.

Leva com a cabeça no pote,
O testo e as mãos na rata,
Cinta de fina escarlata,
Sainho de chamelote;
Peito a espreitar pelo decote,
Está aberta e ninguém a segura.
Vem formosa e sem secura.

Abre toda a boca e a garganta,
Língua de ouro entrançado
Comprida de cor de encarnado,
Tão linda que o falo espanta.
Chove nela meita tanta,
Que dá graças à verga dura.
Vai-se formosa e sem secura.




Bocassoa
Dizem que finjo ou minto
Em tudo o que sinto. Não.
Eu simplesmente afinfo
Com o sardalhão
Não uso o coração.

Tudo o que faço ou trespasso
É uma queca que nunca finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Mas a mamar é que és linda.

Por isso espeto no meio
E nem sequer olho a quem
Entalo com tal enleio,
Que a todas quero bem
Sentir? Sinta quem se vem!



Em todas as ruas te monto
Em todas as ruas te monto
Em todas as ruas te espeto
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua fissura
que é de pau feito que eu ando
para te mostrar a dita dura
e lambo a mágoa com o nabo a dar
que te atravessa até à loucura
tanto, tão perto, tão real
que nem acreditas na envergadura
que toca no teu próprio elemento
num corpo que já não é teu
num orgasmo que reapareceu
onde o nabo meu te fura

Em todas as ruas te monto
Em todas as ruas te espeto




Não te mamo
Não te mamo, queco-te: o mamar vem d’alma. 
E eu n’alma - tenho a calma, 
A calma – do meu umbigo. 
Ai! não te mamo, não. 

Não te mamo, queco-te: o mamar é íntimo 
E o íntimo - nem sentido 
O trago eu já comigo. 
Ai, não te mamo, não! 

Ai! não te mamo, não; e só te espeto
De um espetar bruto e fero 
Que o tesão te devora, 
Não chega ao coração. 

Não te mamo. És bela; e eu não te mamo, ó bela. 
Quem mama é porque dá trela 
E essa má hora 
acaba sempre em perdição.

E queco-te, e não te mamo, que é forçado, 
Mas antes ter o nabo gozado 
Que esse indigno furor. 
Mas oh! não te mamo, não. 

E infame sou, porque te queco; e tanto 
Que por ti o levanto 
Por mim o espeto com vigor
Mas mamar!... não te mamo, não.



Ser Patife
Ser Patife é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Foder como quem beija!
É ter um nabo para usar como quem seja
Rei do reino do prazer e da dor!

É ter mil orgasmos e provocar ardor
É saber que toda a gente o deseja!
É meter bem dentro este mastro que flameja,
É aviá-las com garras e bico de condor!

É ter fome de pinar até ao Infinito!
Meter o elmo nas bordas de cetim.
E deixá-las loucas num só grito!

E é pinar, assim, perdidamente...
É ter calma e folhos abertos para mim
E não parar enquanto não aviar toda a gente!



Ouvi gemer
Ouvi gemer e o teu tesão acabou...
Pois eu não tive a noção do seu fim!
Pelo que eu já tentei,
eu não vou vê-lo em mim
se eu não tive a noção de ver nascer uma emoção

E ao que vejo, tudo foi para ti
uma estúpida emoção que eu nem senti
E eu fiquei com tanto p´ra pinar
E agora não vais achar nada bem
que eu pape a cona em raiva.

E pudesse eu pinar de outra forma!
E pudesse eu pinar de outra forma!
E pudesse eu pinar de outra forma!

Ouvi gemer e o mundo acaba amanhã,
e eu tinha tantos planos p'ra depois!
Fui eu quem te levantou as saias
na pressa de ficarmos a sós
sem tirar das pinadas seu cruel sentido...
Sobre a emoção estar cega,
resta-me apenas o meu Pachecão
e um dia vais ser tu
ou talvez o teu cu
onde eu já fui
um dia vais assim foder

E pudesse eu pinar de outra forma!
E pudesse eu pinar de outra forma!
E pudesse eu pinar de outra forma!
Sei que vais assim foder
E pudesse eu pinar de outra forma!
E pudesse eu pinar de outra forma!
E pudesse eu pinar de outra forma!

A pachacha está coberta
e alguém me mamou o Pacheco em toda a parte:
nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa mamada
repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga, ora doce…
Para nos lembrar que o amor é uma doença,
quando o que interessa é ter a picha dura



Soneto do tesão total
Avio-te tanto, com o coração distante
Com tal tesão que nem parece verdade
Avio-te à bruta mas só como amante
Numa sempre diversa realidade.

Avio-te aqui desprovido de prazer prestante
E aviso-te além que não vou sentir saudade.
Afinfo-te, enfim, com grande liberdade
Sem promessas de eternidade a cada instante.

Fodo-te como um bicho, simplesmente
De um tesão sem mistério e sem virtude
Com um mastro maciço e permanente.

E de te aviar assim, muito e amiúde
É que um dia na tua chona de repente
Hei-de morrer de foder mais do que pude.


Bocal Berto
14 de janeiro
todo o santo dia bateram-ma torta. as pálpebras não as abri, não me apetece ver pessoas, ninguém.
fodi muito, de tarde e pela noite dentro.
curiosamente, hoje ouve-se o mamar como se estivesse dentro da alma. o vento deve estar de feição. a ressonância das mamas contra o pacheco sobressalta-me. desconfio que se disser vem-te em voz alta, outra chona entra pela janela.
sou um homem privilegiado, ouço-as a mamar ao entardecer. que mais posso desejar? e no entanto, não estou alegre nem apaixonado. nem me parece que esteja feliz. fodo com um único fim: salvar o dia.



Queria de ti (Cesariny)
«Queria de ti um pipi de vontade e de bruma
Queria de ti um mamar até fazer espuma»


Não Posso Adiar o tesão
Não posso adiar o tesão para outro século
não posso
ainda que o meu nabo te sufoque na garganta
ainda que a tua chona estale e crepite e arda
sob bombadas pingentes
e montadas pingentes

Não posso adiar este marsapo
que é uma arma de dois gumes
ardor e ócio

Não posso adiar
ainda que o meu mastro pese séculos sobre as costas
e a ejaculação massiva demore
não posso adiar para outro século a minha picha
nem o meu fervor
nem o meu grito de satisfação

Não posso adiar o tesão

Amigas

Amigas, cento e dez, ou talvez mais, 
Eu já contei. E com todas eu fodia: 
Todas pus sobre o nabo e não havia
Uma única que não achasse demais.

Amigas, cento e dez! Tão serviçais, 
Tão zelosas com lábios de cortesia 
Que, de tanto os ver, já me escapulia 
Para as suas aberturas vaginais.

Um dia espetei profundamente. Magoei. 
Nas cento e dez o nabo esteve presente
E todas se portaram como marotas

Que vamos nós (diziam) fazer? 
Com aquele bacamarte vai doer. 
Mas lá ficavam com as bordas rotas.


Autopsicopatifaria
O Patife é um fingidor.
Finge tão profundamente
Que chega a fingir que é cu
A cona que deveras sente.

E as que metem ao de leve
Na pachacha sentem bem,
Não uma bigorna que ferve
Mas uma que vale por cem.

E assim nas calhas da foda
Gira, a entreter a emoção,
Este bacamarte da moda
Que se chama Pachecão.


Contemplação

Contemplo o regaço húmido
Que o meu nabo aquece
Não sei se meto tudo
Ou se tudo te estremece.

O teu suco sabe a anis
Já sinto a picha bebê-lo
Não sei se já estás feliz
Ou se ainda desejas lambê-lo. 

Trémula, não me abandonas
Ficas na cama estendida
Por que fiz eu das chonas
A minha única saída?



Nirvana
Pinar assim: sem ciúmes, sem saudades,
Com tesão, sem amor, sem carinhos
Livre de angústias e confidencialidades,
Deixando pelo chão cuecas e pinguinhos.

Poder pinar em todas as cidades;
Poder aviar em todos os caminhos;
Cumprindo com prazer as necessidades,
Confundindo pachachas com rabinhos;

O tamanho pode parecer medonho
E primeiro tem de ser mamado;
Mas ao olhar até parece um sonho;

É preciso ter alma para tal envergadura
E é vê-las ir onde nunca tinham chegado:
Ao extremo da minha picha dura.


Rêve Oublié 
Neste meu hábito surpreendente de te foder de costas 
neste meu desejo irreflectido de te fornicar num trampolim 
nesta minha mania de te aviar como tu gostas 
e depois esquecer-me irremediavelmente de ti 

Agora a pinar em contra-luz para ver na sombra 
agora a encostar-te ao vidro e deixar-te por terra 
agora a enfiar-te na boca esta magnífica tromba 
e depois vir-me de forma eterna.

Continuar a dar pinadas e mudar a posição do mastro 
continuar a foder à bruta e nunca terminar cedo 
continuar a procurar a fenda de uma princesa sem cuecas
e depois fechar a porta e prendê-la no meu enredo 

Contar as quecas pelos dedos e perdê-los 
contar um a um os nomes delas e não lembrar de nada
contar as chonas rapadas e descobrir-lhes o brilho 
e depois fechar os olhos e limitar-me a seguir a estrada.


Queca Apressada
Era uma queca apressada 
depois de um dia tão lento. 
Era uma pachacha encarnada 
aberta nesse momento. 
Era uma boca fechada 
sob a mordaça de um lenço. 
Era afinal quase nada, 
mas o nabo era imenso! 

Imensa, a meita perdida 
no meio do chavascal; 
imensa, a picha da vida
no seu movimento imperial; 
imensa, na despedida, 
a estucada final. 

Era uma chona emproada 
pronta a receber este portento. 
Era a minha picha enfiada 
pronta a dar um aviamento. 
Era uma chona assaltada, 
por um bacamarte sedento 
Era afinal quase nada, 
mas o nabo era imenso! 

Imensa, a boca decidida 
mais parecia uma catedral; 
imensa, a voz diluída 
com a pressão nabal 
imensa, foi toda mordida, 
numa brochada fatal!


Grossa, grossa
Assim papo-te a rata
Ai se eu te espeto
Ai ai se eu te espeto

Felícia, Felícia
Assim papo-te a rata
Ai se eu te espeto
Ai ai se eu te espeto

Sábado pela calada
A galera começou a cantar
Eram os anos da menina mais linda
Tomei coragem e comecei a improvisar

Grossa, grossa
Assim papo-te a rata
Ai se eu te espeto
Ai ai se eu te espeto

Felícia, Felícia
Assim papo-te a rata
Ai se eu te espeto
Ai ai se eu te espeto



Bocantonio Gedeão
Nabo Filosofal 
Elas não sabem que o tesão
é uma constante da picha
tão comilona e decidida
que come uma chona qualquer, 
como essa chona pardacenta 
em que entro com grande avanço, 
como um furacão nada manso 
sem grandes sobressaltos, 
numa gaja de saltos altos 
em que as mamas se agitam, 
como essas vozes que gritam 
em pinadas de alegria. 

Elas não sabem que o nabo
é hino, é espuma, é fermento, 
bicho estouvado e sedento, 
de focinho pontiagudo, 
que espeta através de tudo 
num perpétuo movimento. 

Elas não sabem que o mastro
é tela, é cor, é pincel, 
base, fuste, capitel, 
nabo erecto, imperial, 
pináculo nabal, 
contraponto, sinfonia, 
em chona troiana ou grega faz magia, 
que pina como malabarista, 
vai ao fundo num instante,
bacamarte sempre errante 
para o trepar só uma alpinista.

Elas não sabem, nem sonham, 
que o tesão comanda a vida. 
Que sempre que um homem sonha 
o nabo pula e avia
com fúria atrevida
entre as pernas de uma vadia.


Um fodão na casa dos Capuletos
Se minha mão profana seu relicário,         ROMEU (a Julieta)
em remissão aceito o que serei, 
mas o meu falo é peregrino e solitário, 
e com ele pinar-te-ei.

Ofendeis vossa mão, bom peregrino,       JULIETA
que se mostrou afoita e ardente. 
Com a mão já tenho grande ensino 
Na vulva quero o teu beijo quente

Os devotos não te deixam louca?               ROMEU
Não, só servem para outras orações.       JULIETA
Deixai, então, ó santa! que esta boca        ROMEU
te deixe a cona aos trambolhões.

Aos saltos, a chona exalta o suco.             JULIETA
Então põe a greta a jeito, pois                     ROMEU
o meu nabo já está maluco.
Há Pachachas que Nos Beijam 
Há pachachas que nos beijam
Como se tivessem boca.  
Pachachas de calor, de esperança, 
De imenso ardor, de esperança louca. 

Pachachas nuas que beijam 
Quando a noite perde o rosto; 
Pachachas que ficam húmidas 
para serem lambidas a gosto. 

De repente esbaforidas 
Entre trombadas sem cor, 
Esperadas inesperadas 
Como a poesia ou a dor.

Já o nome de quem se mama 
Letra a letra revelado 
Na memória esquecido
Na cama abandonado.

Pachachas que nos lambuzam
deixam-nos à sua sorte 
Mas no final, para rematar 
Dá-se uma pinada forte.


Coninha pequenina
Coninha pequenina
Já te ouço a chamar por mim
Estejas escachada ou apertadinha
O Patife maluco dá conta de ti

Tu sabes de antemão
Que eu vou estragar a tua reputação
Coninha pequenina
Vou fazer-te as vontadinhas
Ai se vou
Ainda nem me conheceste
E já aprendeste
Que depois de te pinar me vou


Como só eu possuo
Olho em volta de mim. Todas me possuem
Num afecto, num sorriso ou num abraço.
Mas para mim as ânsias só se diluem
Quando lhes enfio o meu calhamaço

Roçam-se por mim nos lençóis da cama fria
Entre espasmos golfados intensamente.
Sonham com as êxtases que eu amansaria,
Mas só quero meter-lhes o nabo a quente

Quando estou em brasa perco-me todo
Não posso afeiçoar-me, só sei ser eu:
Uma máquina ardente enquanto fodo,
Depois saio, nunca alguém me conheceu
Como eu desejo a que ali vai na rua,
Tão ágil, tão intensa, tão cheia de calor.
Por mim emaranhava-a já toda nua,
Metia-a de joelhos a provar o meu sabor

Ah, eu a faria vibrar de forma penetrante,
O seu corpo ficaria com o prazer roubado,
O seu sexo completamente transtornado
Depois de sentir o meu mastro gigante
De embate em embate todo eu me ruo,
Dou-lhes o mundo inteiro numa pinada
Quedam-se sem pensar em mais nada
Ao serem possuídas como só eu possuo.



Se te comparo a um dia de tesão,
Desfaço-me num cansaço ameno
Espalhamos as roupas pelo chão,
Pelas ruas, pelos vales, pelo feno.

A toda a hora cresce o falo em demasia
Enfim, é essa a minha natureza;
Se quiseres só me tens por um dia,
Na constante mutação da picha tesa.

Mas na cama o tesão será eterno,
E de todas as maneiras pinarás;
Faço da minha picha o teu inferno:

Comendo-te pela frente e por detrás.
E quando eu precisar de me entreter,
Minhas mãos profanas te farão foder.

9 comentários:

  1. muito bom
    Tenho post novo no blog. passa por lá e visita comentando
    Beijoca charmoso de bom fim semana

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  2. Ahaha, só pérolas :D
    Muito bom, minha cara, muito bom!

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    1. LOL
      Pérolas espalhadas por dois anos de escrita. Cobri-me de pó a escavar isto tudo. :P
      Mas o Patife merece, por nos entreter com tão alto nível. ;)

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    2. Só valeu a pena porque a pila do Patife não é pequena!:D
      (diz ele! eu cá não sei. :/ Ai que já desgracei a minha reputação...)

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  3. Mas que bem, o Patife é uma grande inspiração! eheheheh

    Bom fim de semana*

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    1. Eu tenho para mim que ele é um grande alucinado. ;)

      U2

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  4. Absolutamente genial. E algo à lá Dylan Thomas?

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  5. Ahahah...amei! Aliás, acompanho o patife há muito tempo. E concordo contigo, isto era digno de registo antológico. Magnífico!

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