06/09/2017

Da relativa importância de pensar e falar por escrito

Estou a deixar este espaço morrer devagarinho. Não é por falta de assunto ou de histórias, que esses acontecem diariamente e com salpicos de surrealismo consideráveis. Também não é por falta de ter o que dizer, porque nunca falei tanto na vida toda, o dia inteiro. Talvez resida aqui o problema: o silêncio é uma realidade cada vez mais estranha, não há, pois, a necessidade de o fintar com diálogos mudos.

Depois, existes tu e nós. Nós, que começámos com dois e estamos em rápida progressão para sermos três. Essencialmente tu, meu confidente, aturador de neuras, porto de abrigo, pilar forte da minha vida, delicioso parceiro de aventuras, solucionador de 90% dos problemas que vão aparecendo pelo caminho, o meu amor imperfeitamente perfeito para mim. Tu, que reduziste o passado a uma memória longínqua e difusa, de importância relativa. Tu, que me deixas recados que me inundam os olhos e me dás a mão enquanto dormimos. Tu, que andas às voltas com parafusos, porque é preciso que a cama fique bem segura, e analisas exaustivamente as características dos colchões. Tu, que eu amo com um amor tão intenso e retribuído que às vezes dói. Tu, a quem eu posso dizer tudo, sem o deixar registado de outras formas.

Sim, vamos ser velhinhos, os dois, juntos!

8 comentários:

  1. Que bom, que assim é.
    Por outro lado, que pena irmos perdendo o contacto com a tua escrita.

    Beijo da noname

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    1. Um dia destes dá-me a súbita vontade de voltar a escrever. :)

      Beijinho, noname!

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  2. se é o que penso, parabéns pelo trio! beijo grande ;)

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    1. É, sim, josé luís. Obrigada! :)

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  3. Um nós construído todos os dias ;)

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